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Um 2024 melhor do que o esperado para a economia mundial

Um 2024 melhor do que o esperado para a economia mundial

O cenário econômico mundial encerra o ano de maneira mais tranquila do que começou. No início de 2023, a inflação estava elevada nos Estados Unidos e na Europa, enquanto a China enfrentava desafios consideráveis. 

A expectativa era de um aumento explosivo das taxas de juros, sendo necessária uma recessão significativa para equilibrar o mercado monetário nas economias desenvolvidas, o que poderia repercutir no país asiático, exacerbando ainda mais as perspectivas de crescimento global.

Felizmente, muitas dessas previsões não se concretizaram. Nos Estados Unidos, a inflação começou declinar de forma mais gradual, sem necessidade de taxas de juros mais elevadas, estabilizando-se entre 5,25% e 5,5%. Esse aumento generalizado, que havia atingido quase 10% ao ano (a.a.), agora, está em torno de 3%. 

A percepção geral é de que o banco central estadunidense, o FED, não buscará, a curto prazo, atingir a meta de 2%, mesmo diante de uma economia aquecida: dados indicam que os consumidores estão perdendo parte do entusiasmo pelo consumo, prevendo uma desaceleração nos próximos meses, mas nada próximo de uma possível recessão. 

Assim, quanto aos Estados Unidos, é razoável esperar uma expansão mais moderada, mantendo, contudo, um ambiente líquido e com abundância de capital disponível para investimentos — um panorama bem mais promissor para o ano que vem.

Essa perspectiva também beneficia a China. Dado que os Estados Unidos são a locomotiva do desenvolvimento da economia do planeta, o gigante asiático deve lidar com menos preocupações. Apesar dos problemas internos, incluindo o esgotamento nos setores imobiliário e de infraestrutura, a China está em processo de transição, direcionando o motor de expansão econômica interna para os segmentos de tecnologia e consumo. 

No entanto, essa mudança tem um preço. Além disso, a crise imobiliária sustentava os governos locais — os quais impulsionavam a dinâmica econômica, representando uma parte importante da poupança da população, que, ao se sentir mais restringida financeiramente, tende a consumir menos. Por sorte, o tão temido cenário recessivo parece não se concretizar.

Os conflitos globais, como os que envolvem Israel e Palestina, assim como Rússia e Ucrânia, parecem ter perdido influência expressiva no panorama econômico. Embora um possível alastramento do confronto no Oriente Médio pudesse impactar os custos do petróleo, ao que tudo indica, essa ameaça vai se dissipar. 

Já referente ao Leste Europeu, o mundo aparenta ter se habituado à situação. Paralelamente, a Índia busca assumir parte da produção antes dominada pela China, aproveitando as crescentes tensões entre a vizinha e os Estados Unidos. Estrategicamente, o país emerge como uma alternativa para produtos tecnológicos acessíveis ao mundo ocidental. Contudo, adversidades de ordem político-econômica interna limitam a expansão desse papel.

Em suma, embora a previsão não seja de um ano exuberante globalmente, esperamos um 2024 melhor do que se previa no início de 2023. O crescimento deverá desacelerar, mas permanecerá positivo, sem grandes apertos na liquidez. Isso é uma boa notícia para os mercados emergentes, que já começam a experimentar os efeitos positivos neste fim de ano. Mas o arrefecimento desse avanço tornará o capital mais seletivo, cabendo a cada país fazer a sua parte.



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