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Vacina da Fiocruz tem aporte do BNDES

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) receberá R$ 30 milhões não reembolsáveis do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o desenvolvimento de uma vacina inovadora contra a COVID-19. Além disso, a Fiocruz obteve investimentos de R$ 21 milhões de parceiros privados. A criação dessa nova vacina está a cargo da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec), que fornece apoio logístico, administrativo e gestão financeira a projetos da Fiocruz.

Os recursos do BNDES, provenientes do Fundo de Desenvolvimento Técnico Científico (BNDES Funtec), serão destinados à conclusão do desenvolvimento experimental da vacina, à produção de lotes piloto para ensaios clínicos e à realização dos estudos clínicos de Fase 1, cujo objetivo é demonstrar a segurança do imunizante em humanos. O BNDES destacou que espera a disponibilidade da vacina no Sistema Único de Saúde (SUS) em três anos.

A vacina em desenvolvimento pela Fiocruz utiliza a tecnologia de RNA mensageiro (RNAm), considerada uma revolução na medicina. O BNDES ressaltou que essa tecnologia, comprovadamente eficaz no combate à COVID-19, é potencialmente mais segura, rápida e eficiente para o desenvolvimento de novas vacinas e tratamentos. Ao contrário das vacinas tradicionais, as vacinas de RNAm fornecem instruções genéticas para o sistema imunológico produzir anticorpos.

BNDES

O BNDES destacou que a vacina de RNAm é uma solução adequada para enfrentar emergências em saúde pública, oferecendo vantagens como um custo mais acessível de desenvolvimento, alto rendimento na produção de doses e a capacidade de decifrar o código genético do vírus para produção em escala industrial.

A Fiocruz, ao investir na tecnologia de RNAm, busca aumentar a autonomia do Brasil na área de saúde. A expectativa é que o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos BioManguinhos/Fiocruz se torne o principal centro de desenvolvimento e produção de vacinas de RNAm na América Latina. Além disso, há um acordo entre a Fiocruz e a Organização Mundial da Saúde (OMS) para transferir a tecnologia para produção da vacina contra a COVID-19 para países da América Latina e Caribe.

Os pesquisadores da Fiocruz estão considerando a aplicação da tecnologia de RNAm em vacinas preventivas para outras doenças, como raiva, influenza, zika, HIV, malária, tuberculose, citomegalovírus, vírus respiratório sincicial (VRS – bronquiolite) e em aplicações terapêuticas para tratamento de câncer, doenças genéticas raras, alergias e doenças autoimunes, conforme informou o BNDES.

(Com Agência Brasil).

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